Uma fábrica de colas que também se dedica ao comércio por grosso de produtos químicos foi inspecionada pelas Finanças. A inspeção foi despoletada pelo facto desta empresa ter atribuído num só ano 144 mil euros de ajudas de custo e de compensações pela deslocação em viatura própria aos seus trabalhadores.
Enganos detetados: Erros de cálculo nos mapas
Ora, no decurso dessa inspeção, as Finanças detetaram vários problemas, como sejam erros de cálculo nos boletins itinerários ao nível dos quilómetros e dos montantes. Para além disso, o Fisco colocou em causa a veracidade das deslocações referindo que foram pagos montantes iguais ao presidente e ao vice-presidente da empresa e que havia deslocações ao fim de semana.
Mais 61 mil euros de retenções na fonte de IRS!
Assim, a AT considerou que estas despesas não eram ajudas de custo nem pagamentos por quilómetro, mas sim salário, pelo que deveria ter havido retenção na fonte ao nível do IRS, tendo emitido uma liquidação adicional à empresa de mais de 61 mil euros. Naturalmente, a empresa contestou o caso, levando à Arbitragem Tributária.
Empresa ganhou em tribunal: Porquê?
Conheça a resposta na última Revista Gerente
No último número da Revista Gerente (ano 18, nº14, pág. 7) revelamos como a empresa ganhou em tribunal contra as Finanças, analisando os fundamentos utilizados. Saiba como agir caso a sua empresa seja inspecionada e como evitar o pagamento indevido de milhares de euros em retenções na fonte de IRS.
